A ansiedade na visão do Ayurveda

Diferentemente da visão ocidental, que tende a considerar a ansiedade como um estado normal e passageiro, na Medicina Ayurveda ele é considerado um sintoma bem claro de que algo não vai bem há algum tempo e já é visto como uma das prematuras fases do processo de adoecimento. Com o tempo, o transtorno, que afeta o sistema nervoso, pode levar à outras complicações na saúde tanto mental-emocional quanto física.

Dentro desta abordagem, a ansiedade é uma desordem originada pela agravação de Vata, o princípio do movimento que é formado pela combinação do espaço com o elemento ar e que governa todo movimento biológico como a inalação, a exalação,  a ingestão, a expulsão, a absorção, a assimilação, a eliminação e, principalmente, a circulação. Ele governa também toda expressão dos pensamentos, sentimentos e toda extensão das emoções. É responsável pelo tantra (os mecanismos do corpo) e pelo yantra (a completa engenharia do corpo). Suas qualidades primárias são seco, leve, frio, sutil, móvel, áspero e claro. Sua sede principal está na pélvis, no intestino grosso e nos ossos mas também possui grande afinidade com os ouvidos, nariz e pulmão.

O despertar do Sagrado Masculino na Nova Era

Coletivamente estamos experimentando grandes mudanças na Divina Consciência que permeia todo o nosso Ser. Os resquícios da sociedade patriarcal exigem tanto dos homens como das mulheres uma visceral força de transformação e confiança em si próprios. E nesta dinâmica, os homens já perceberam que é preciso desconstruir também o modelo atual de masculinidade, e já reconhecem a Terra como Mãe e por causa disso estão se tornando capazes de honrar e respeitar a ciclicidade do Sagrado Feminino, tanto no Planeta quanto nas mulheres.

E mais: os homens estão despertando para o conhecimento de que eles carregam os códigos do Divino Feminino dentro deles também. Estão recordando que esta frequência reside, essencialmente, em todos os homens e mulheres. Agora, estamos, finalmente, presenciando o momento em que os homens estão se permitindo encontrar a Mãe dentro de si mesmos - esta que sussurra proteção permanente e amor eterno.

O Yoga Tântrico e o Yoga para Mulheres

Nos últimos anos pesquisas arqueólogicas, antropológicas  e sociológicas colaboraram para o surgimento de uma nova perspectiva sobre a história e a prática do Yoga no Oriente que nos revela um universo muito mais amplo do que o que foi difundido no Ocidente durante o século XX.

Dentro deste contexto, o mais interessante é observar o papel do Sagrado Feminino na época do auge do movimento tântrico medieval na India ocorrido entre os séculos IV e IX no qual as principais praticantes e iniciadoras nas técnicas iogues eram mulheres e muito certamente devido às suas capacidades inatas de canalizar luz e gerar grande quantidade de energia - tecnologias  necessárias para a geração e gestação de novas vidas.

O que ocorreu é que logo após o século XI as técnicas tântricas matrifocais foram adaptadas e sintetizadas para formar um sistema voltado para trabalhar o organismo masculino, uma vez que a prática feminina era bastante específica devido as diferenciadas características energéticas da mulher. Assim surgiu então o Hatha Yoga (Ha=Sol; Tha=Lua), sistema voltado especificamente para permitir que homens desenvolvam seu próprio trabalho energético.