A chegada do Ayurveda no Brasil

Maharishi Mahesh Yogi
Segundo relatos do Prof. Dr. Danilo Maciel Carneiro, diretor científico do Hospital de Medicina Alternativa de Goiás (HMA), a idéia de trazer ao Brasil os primeiros cursos de Ayurveda foi proposta pelo professor indiano Maharishi Mahesh, criador do método Meditação Transcendental. Inicialmente o projeto era implementar em Brasília a única universidade de Naturopatia da América Latina, mas por fatores políticos o projeto não foi para frente. Logo depois, Maharishi e sua equipe foram convidados por uma figura política da época para instalar um hospital-universidade em Goiânia. 

Chegando oficialmente em 1985 através de um convênio do Instituto Nacional de Assistência e Pesquisa e Previdência Social (INAMPS) e do Ministério da Saúde com o Instituto de Ciência e Tecnologia Maharishi (IBCTM), o projeto inicial previa implementar em vários estados brasileiros o que foi concretizado apenas no centro-oeste do país. Rio de Janeiro e Pernambuco chegaram a aderir a proposta mas devido a fatores e discordâncias políticas o trabalho foi interrompido precocemente. Já em Goiânia a integração do Ayurveda à rede pública obteve sucesso e repercute resultados positivos até hoje.

Ainda segundo os relatos do professor Danilo, os primeiros médicos ayurvédicos, chamados vaidyas, trazidos foram profissionais seniors na prática e no estudo do Ayurveda. Todos eram formados nas faculdades da India e sem qualquer formação ocidental. Desconfia-se que a escolha meticulosa foi para causar um impacto tanto na política quanto na comunidade científica brasileira, o que realmente funcionou: médicos, professores, políticos, imprensa e população ficaram impressionados com o alto nível de conhecimento e didática que os vaidyas apresentavam no dia-a-dia no hospital.

Muito interessante é o fato de que Maharishi já tinha consciência de que a flora brasileira e a indiana tinham muitas semelhanças e decidiu assim que a Fitoterapia deveria ser um dos maiores pilares do projeto, tanto pela sua importância na terapeutica ayurvédica quanto pela grande identificação cultural da população brasileira. E até hoje o HMA é uma referência no estudo e aplicação de ervas medicinais nos tratamentos aos pacientes. Um bom exemplo que, embora atualmente esquecido, merece ser lembrado.

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