A Terapia Floral e a Medicina Ayurveda

Lótus Azul, do sistema Florais de Saint Germain
O uso das essências de flores pelas civilizações como instrumento de cura data milênios. Até hoje descendentes da população aborígine da Austrália mantém a tradição de coletar pela manhã o orvalho que fica sobre as flores para empregar como agente promotor de bem-estar emocional. Há também registros do uso das essências florais no Egito Antigo, na Ásia e na America do Sul.

No século XV o médico, físico e alquimista suíço Paracelsus descreveu como era recolhido o orvalho das plantas em flor para tratar desequilíbrios de saúde - método este que foi redescoberto da década de 30, na Inglaterra, por Dr. Edward Bach, o sistematizador do sistema Florais de Bach.

Na Índia pesquisas encontraram textos datados do século III a.C. em que eram detalhados o uso de mais de 18 mil tipos de flores e já no século IX aparece um dos primeiros tratados a mencionar detalhes de como usar flores no tratamento de doenças específicas, o chamado Kalyana Karakam. Interessante é notar que este tratado afirma que os textos ayurvedistas prescrevem prioritariamente o uso de medicamentos à base de plantas, mesmo que em alguns tratados - como o famoso Charaka, de Medicina Interna - sejam descritas algumas fórmulas à base de carne animal.

Mais interessante ainda é descobrir que dentro desta milenar medicina o ramo que trata desta prática é chamado de Pushpa Ayurveda e divide o reino das flores em quatro classes principais, sendo apenas uma delas qualificada para uso medicinal. As flores são usadas de muitas formas: em combinações com outros tipos de tratamento, em forma de coroa de flores por um tempo específico ou mesmo para fazer uma cama de flores. E mais ainda: segundo os registros o cheiro das flores, a época em que foram colhidas, o tipo de medicamento preparado, a qualidade e o tipo de materiais usados também eram importantes parâmetros que regiam o sucesso dos tratamentos.

Nenhum comentário: