O Yoga Tântrico da Era Peixes-Aquário

Nos últimos anos pesquisas arqueólogicas, antropológicas  e sociológicas colaboraram para o surgimento de uma nova perspectiva sobre a história e a prática do Yoga no Oriente que nos revela um universo muito mais amplo do que o que foi difundido no Ocidente durante o século XX.

Dentro deste contexto o mais interessante é observar o papel do Sagrado Feminino na época do auge do movimento tântrico medieval na India ocorrido entre os séculos IV e IX no qual as principais praticantes, e iniciadoras, das técnicas iogues eram mulheres e muito certamente devido às suas capacidades inatas de canalizar e processar grande quantidade de energia bioelétrica (Prana) através do maior portal multidimensional humano: o útero - tecnologia imprescindível para a concepção e gestação dos Seres Humanos na Terra.

Como originalmente as práticas femininas são bem específicas  devido a estrutura física e energética da mulher ser predominantemente yin, lunar e cíclica, o que ocorreu é que logo após o século XI as técnicas tântricas foram readaptadas por praticantes homens para trabalhar o organismo masculino, de natureza yang, solar e linear, de forma independente -  processo este que teve seu auge entre os séculos X e XII e que culminou no surgimento do sistema Hatha Yoga (Ha=Sol; Tha=Lua).

Desta forma, como resultado de pesquisas e experiências em várias escolas do Yoga e da Medicina Ayurveda surge o Yoga Tântrico da Era Peixes-Aquário, que lança luz sobre as diferenças estruturais e energéticas entre homens e mulheres para assim orientar-los adequadamente em relação às técnicas de Ásanas (posturas psicofísicas), Pranayamas e Pranavidya (controle e condução do Prana), Bandhas e Mudras (fechos e selos energéticos) e Chakra Sadhana. E especificamente no caso das mulheres adequando o trabalho às suas diferentes fases de vida (Menarca, Fase Fértil, Gestação e Menopausa) e do Ciclo Menstrual (Pré-Ovulatório, Ovulatório, Pré-Menstrual e Menstrual). 

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